Olhando eu para o meu próprio céu vi ocorrer mudanças variadas do clima e bruscamente o tempo fechava trazendo consigo dores para mim mesma. Os raios do sol me acordam todos os dias, pois o seu iluminar me faz enxergar o quanto é bom se deixar aquecer-se por ele. Vi em mim que permitia o nevoeiro cobrir o meu sol e por conta disso a mudança do meu céu ocorria fazendo o mar ficar agitado e sem controle, as ondas dos sentimentos me carregavam para longe do meu porto e as nuvens escondiam de meus olhos o farol que ilumina meu barquinho, o vento forte estava a assobiar em meu ouvido e eu sentindo as variações e me angustiava com o frio. A luz de meu céu tentava me orientar naquela tempestade, mas aquela força maligna parecia tirar de mim a luz que me acendia na escuridão e não ouvia a voz que gritava em meio do furacão e eu o desobedecia. Mas diante do mar agitado, Deus mostrou-me o seu poder e afastou de mim o mal que ali operava, precisei apanhar forte e ouvir pesado as palavras para voltar ao meu clima de paz e bonança. Deus aquietou a fúria do mar, tranquilizou as ondas, afastou de mim os demônios que atormentavam e feriam o meu coração. O senhor com o seu amor me corrigiu sem medir as palavras, senti o seu bater, mas depois me abraçou, pois vi o meu erro e desobediência, enxerguei o ciclo infernal em que estava, mas não acabou, é uma luta que travo aqui dentro que só eu sei como é, e Aquele que da tempestade me tirou está comigo e eu com Ele. Não acabou a guerra, mas o ciclo tem que ter um fim, pois o meu céu precisa ficar assim sempre a brilhar….

Por Maria Lúcia