Infinitas, sim, somos universo espelho, somos grandes e profundas, pois tudo que refletimos fica guardado no leitor da alma. Viemos a este mundo sem saber de nada do nosso infinito, crescemos como todos e fomos nos identificando pelo o que vimos do mundo e também pela nossa carne que produziu o nosso fruto, a CONSCIÊNCIA, e conforme a vivência mundana fomos espelhando muitas coisas mortais, arquivamos na gaveta do coração só coisas vãs que morrem e apodrecem. Constituímos os sonhos sobre a areia, construímos nossos castelos em uma base vulnerável que se bater cai e às vezes, nem levanta mais. Foi uma vida vivida sem sabedoria e sem destreza, pois tudo que vivemos e guardamos no peito por achar ser o bem, acabou por ser o nosso próprio mal, pois o bem que pensamos ser apodreceu o imo. Mas agora com o sol raiando e entrando sobre as frestas da casa, a luz ilumina o universo trazendo consigo a vida e a esperança de um novo céu, uma nova constelação que une as estrelas formando pelo entendimento, novos pensamentos que ligam uns aos outros com alinhamento perfeito da junção de cada pontinho de luz, formando assim a sabedoria do reino dentro de nosso grande infinito. Por isto que a ordem do Pai é despachar o morto de toda a terra e edificá-la sobre a mão que o próprio nos estendeu pela vida…

Por Maria Lúcia