Um recomeço, um renovo, um renascer, um novo ser. Todos nós na carne temos um passado doído, um passado onde caminhávamos no escuro, não conhecíamos a sabedoria e não testificávamos da luz da vida em nós. Na nossa terra plantávamos só flores que davam espinhos e nós mesmos nos machucava por não enxergar o amor. A terra muitas vezes queimava pelo calor ardente do pecado desconhecido e o vento sempre assoprava espalhando os ramos da dor onde a chuva não caía para molhar e afagar o meu interior e eu não via esperança diante uma terra tão seca. Abandonada no meio do mato, nada de bom ali floria, só o crescimento das minhas dores. Eu brigava com minhas lágrimas na tentativa de irrigar o meu campo, mas as águas eram salgadas e o que eu plantei só aumentava o meu pranto. Foi assim por um bom tempo esperando o bem cair do céu.

Hoje eu vejo que este bem já estava aqui comigo, mas a fumaça negra impedia que eu o enxergasse. Deus nunca desistiu de mim, fui eu quem saí do seu caminho o deixando sozinho, mas no meio de tantas lágrimas ouvi uma linda serenata, meu coração se alegrou e o meu peito acordou, pus-me de pé para dançar no ritmo do som da vida e uma esperança eu vi brotar no meio de uma terra perdida, levantei-me de minha desgraça e abri as janelas para ver o raiar do meu sol, no céu formou-se um arco-íris, derramou sobre mim suas águas coloridas e lavou as feridas de um pobre coração ferido. É hora de renascer, renovar-se, viver a vida verdadeira do meu ser, deixar o vento levar os espinhos, pois a esperança ressurgiu das cinzas trazendo consigo o broto da vida…

 

Por Maria Lúcia

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