Eu sei que nós temos as nossas necessidades neste mundo pela carne, mas elas não podem atormentar as nossas consciências, que aliás, não atormenta, mas o que atormenta não são as necessidades, mas a ligação que temos com as pessoas. Quando eu estou com fome, eu vou lá e como a comida que tiver, mas se a comida tiver que ser uma lasanha, daí vira um problema.

São as consciências que causam os problemas nesta vida, aliás, as consciências que são o problema. Na carne somos apenas criações de Deus, e ela não pode ir além das suas necessidades básicas, mas para quem quiser fantasiar suas necessidades, perde o contato com o espírito de Deus. Eu sempre lembro as consciências que estamos dentro de um propósito e que não devemos nos importar com a carne, pois a nossa vida plena e verdadeira não está na carne que morre, mas no espírito da vida. A carne não tem vida própria, quem a vivifica já é o espírito de Deus, é nele que está a nossa vida eterna. Neste mundo estamos só de passagem, viemos aqui só pela consciência que viemos buscar, assim como um agricultor que vai a sua lavoura apanhar um fruto para se alimentar. Deus até disse:

Que mais se podia fazer a minha vinha o qual Eu não tenha feito? E como Eu esperando uvas boas, veio a produzir uvas bravas? A plantação de Deus somos nós na carne, e as uvas das suas delícias são as nossas consciências. Mas Deus esperava consciências boas, mas veio a produzir consciências más, que não serve para o proveito de Deus. Consciências boas a Deus, são aquelas que estão ligadas no seu espírito, consciências más, são aquelas que estão ligadas a carne. Consciência nenhuma ligada a carne fará parte do corpo de Deus, pois Deus é espírito, e não tem como uma consciência ligada a carne fazer parte do seu corpo.

Por O teu espírito diz