É lógico que estamos falando de outras gerações, uma é a geração de Noé, de Abraão, de Moisés, de Davi, dos profetas, de Jesus, e finalmente hoje é a nossa geração. Os tempos mudaram, mas o propósito de Deus é o mesmo desde a fundação do mundo, assim como nascia gente há cinco mil anos atrás, é da mesma forma que nasce hoje, assim como se plantava uma lavoura há dez mil anos atrás, é da mesma forma que se planta hoje. As leis e os princípios de Deus não mudam, e da mesma forma que se nascia no espírito desde o princípio do mundo, é até hoje, nada mudou. Deus não mudaria o seu propósito em Jesus, ele também foi filho de José e Maria, assim como hoje somos filhos dos nossos pais, como relatou Lucas dizendo: e este mesmo Jesus era de quase trinta anos, sendo filho de José, José de Eli, e ele falou toda a genealogia de Jesus até Adão. Como Paulo disse: e este Jesus era filho de José, segundo a carne, mas foi declarado filho de Deus segundo o espírito.

Tanto Maria quanto Eva já se tratam de alegorias, porque na verdade uma mulher não pode coabitar com Deus, mas somente a consciência que produzimos como criação, esta é que se faz esposa de Deus. E assim como se diz de Eva, de Sara e de Maria, por alegoria, que geraram o filho de Deus nelas, hoje também as nossas consciências podem coabitar com Deus pelo raciocínio, inseminar o espírito de Deus nelas e gerarmos o filho Dele em nossas consciências, assim como essas mulheres, como Isaías disse: alegra-te, ó estéril, que não destes filho, exulta de alegre canto, porque não serás envergonhada, porque o teu Criador é o teu marido. E se diz que com Deus não existe esterilidade, dentro disso, nota que Sara se trata de uma alegoria, pois pela lei do próprio Deus, ela não poderia ter filhos, uma vez que ela era estéril e já tinha noventa anos. Logo, Isaque não era filho da possibilidade da carne, mas era filho da promessa de Deus.

Deus também prometeu este mesmo filho a nós, que não tem contato humano, mas é entre a nossa consciência, que se faz a esposa e Deus, o sêmen Dele, que já é este espírito que nos dá a vida, e basta conscientiza-lo pelo entendimento, que é pelo raciocínio lógico, que geraremos esse espírito de Deus em nós, que é o filho da vida eterna, como João disse: e Deus nos deu a vida eterna, só que esta vida está em seu filho, quem tem o filho de Deus tem a vida eterna, quem não tem o filho de Deus, não terá vida eterna. Este filho que João falava, não se trata de Jesus, mas do Cristo, que é este espírito que já nos dá vida. Se a tua consciência não tiver o filho de Deus, esqueça tua vida eterna.

Por O teu espírito diz