Não existe sentido mais perfeito e coerente, do que o sentido do raciocínio lógico. O raciocínio lógico é o olho do entendimento, e é por este olho que nós enxergamos claramente como na luz do dia, todas as coisas por nosso entendimento. Por exemplo: qual a possibilidade de uma caneta ser obra do acaso? Obviamente que nenhuma. E se a caneta não é obra do acaso, o raciocínio lógico nos mostra que ela tem um criador. E se ela tem um criador, o raciocínio lógico nos mostra que houve um motivo para ele tê-la criado. Nós sabemos que foi pela escrita, que o criador da caneta a criou e sendo assim, formamos uma trilogia dentro do nosso entendimento, onde temos um criador, uma criação e o produto dessa criação. No caso, o criador é o Homem, a criação é a caneta, e o produto desta criação é a escrita. Dentro desta trilogia, formamos um quadro de entendimento pelo raciocínio lógico, onde, o que uma criação produz deve servir o criador dela e não ela mesma. Sendo assim, a escrita que a caneta produz deve servir o Homem, que é o criador dela, e não a própria caneta como criação, pois ela foi criada só por conta disso. Se uma caneta não servir ao Homem pela escrita, qual o destino dela? Porventura não é o lixo?

E este entendimento vale para qualquer criação, cada uma com a sua função. O ser humano também não foge à regra, ele é uma criação, e descartável, diga-se de passagem, tem um prazo de validade e todos sabem disso. Só que o ser humano produz uma grandeza que é eterna, que é a consciência das coisas, só para se ter uma ideia, nada é ou não tem importância de que seja, sem a consciência. Só que, o que uma criação produz deve beneficiar o criador dela e não ela mesma. Nós sabemos que a consciência tem várias funções, fora de manifestar as coisas, é ela quem pensa, raciocina, forma ideias, pondera, decide e age por quem ela quiser. A consciência é um marco no infinito, isto é, antes e depois dela.

Ela divide o infinito em duas eternidades. Acontece, que a consciência precisa de um corpo para se manifestar, se não ela ficará vazia eternamente. Toda consciência sabe que com este corpo carnal ela não vai muito longe e é aí que entra o propósito do Criador Deus, pois Ele assentou a porção do seu espírito em cada um de nós pela vida, pois a vida é uma característica do espírito, só que o espírito habita outro plano. A consciência que entender e se entregar verdadeiramente a este espírito, ele fará a obra de Deus nela, que é justamente desliga-la da carne e liga-la a ele, feito isto, ele a transporá de planos e lá no plano dele, ele viverá pela consciência eternamente. Ao passo que, se a consciência não enxergar isto e não se entregar ao espírito de Deus, ela cairá no vazio eterno por falta de um corpo, pois nem voltou a Deus com o espírito e nem ficou com a carne que morreu.

Por O teu espírito diz