O engano deixa a alma fria, por andar nas penumbras sob o sereno da noite. Passos falsos, escorregadios, dúvidas, açoites. Estado doentio, insegurança, insensatez, mas há uma saída se determinar de uma vez. Todos podem se aliar a sabedoria e degustar seu banquete, tudo já está sobre a mesa. Levante-se, vá ao encontro da vida, percorra a vereda do justo já traçado em cada imo. A matéria não tem luz própria, sua ação é a energia, mas no coração a vida bombeia, e nela está nossa carta de alforria.
Nossa consciência se faz um ventre, campo que gera filhos, devemos selecionar as sementes e cuidar da nossa alma com muito zelo.

Duas árvores, duas existências opostas dentro do nosso ser, basta nossa consciência tomar o puro leite racional para o celestial crescer. Filho da vida que aquece nosso ventre, dá cor a nossa tela, mostra o verdadeiro sentido e reluz por nossa janela.
‌Monte, casa, templo, campo, tenda, trono, ventre, são alguns adjetivos que representam nossa consciência, pois é nela que tudo se passa, tudo acontece. É ali que os sentimentos brotam dependendo das sementes que nós mesmos plantamos e jamais sentiremos o verdadeiro calor da chama da vida se a matéria for a rainha que domina este trono. É preciso querer, determinar, buscar e conscientizar a grandeza que nos envolve e abraçar a causa, fazer dela nossa vida, deixar seus ramos crescer por nossas entranhas com seus frutos benditos de paz, nos revestindo com vestes celestiais.

Por Michele Mi

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