E nesta grande sala de exposições que é o mundo, cada consciência representa uma tela e é responsável pelo seu próprio colorir. Ao que vemos, os pintores não estão usando o tom da vida para colorir-se, pois o que notamos por todos os lados são somente aqueles tons cinzentos, frios, cálidos que denotam tristeza, pesar, dor, vazio, peculiar do engano. Telas sombrias, cheias de rabiscos com sulcos profundos e remendados ocasionados pelas várias tentativas fracassadas de tornar-se uma obra de arte.

Como tornar-se obra de arte se o material usado é impróprio ao uso? Ledo engano, pois a tinta principal em suas palhetas, a que dará a luz necessária e o brilho duradouro, sequer é vista. Com ela passariam a enxergar as cores quentes, que aquecem, que colorem ,que fazem um lindo degradê, pois é dela que vem a porção exata para o resultado final a ser obtido. Seriam telas coloridas pela verdade, pintadas mediante a orientação do absoluto professor, com pinceladas e tons precisos e que fariam parte do acervo do Único e Grande Eu Sou!

Por Loir Xavier